MDHC participa de workshop do IBGE sobre experiências de censos da população em situação de rua

Encontro no Rio de Janeiro (RJ) integrou etapa preparatória do primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua, previsto para 2028

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com apoio do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e outros órgãos, está em processo de planejamento do primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua. Foi nesse contexto que o MDHC participou, entre os dias 13 e 15 de abril, do Workshop de Experiências de Censos de População em Situação de Rua, realizado no Rio de Janeiro (RJ).

Promovido pelo IBGE, com apoio do ministério e do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (CIAMP-Rua), o encontro reuniu representantes do poder público, da academia, de movimentos sociais e de organismos internacionais.

Pelo MDHC, participaram da agenda a diretora de Promoção dos Direitos da População em Situação de Rua, Malu Burgareli Gama; o coordenador-geral do CIAMP-Rua, Anderson Lopes Miranda; o coordenador-geral de Políticas para os Direitos da População em Situação de Rua, Cleyton Luiz da Silva Rosa; e o coordenador-geral de Indicadores e Evidências em Direitos Humanos, Pedro de Lemos.

Base para políticas públicas

Na abertura do workshop, Malu Burgareli Gama destacou a importância do futuro censo nacional para qualificar a atuação do poder público voltada à população em situação de rua. Segundo ela, o levantamento responde a uma demanda histórica dos movimentos sociais e permitirá ao Estado atuar com dados mais próximos da realidade.

“Atualmente, ainda formulamos políticas públicas com base em estimativas. O censo nacional é fundamental para que o Estado conheça melhor essa população e fortaleça o acesso a direitos”, afirmou.

A diretora também ressaltou que o MDHC coordena a Política Nacional para a População em Situação de Rua em diálogo com diferentes áreas do governo federal, de modo a garantir que políticas de assistência social, saúde, habitação, trabalho, cultura e direitos humanos contemplem esse público.

Ao longo do encontro, o coordenador-geral do CIAMP-Rua, Anderson Lopes Miranda, reforçou que a construção do censo está diretamente ligada ao reconhecimento da população em situação de rua como sujeito de direitos. Para ele, a participação social e o protagonismo de pessoas com trajetória de rua são elementos centrais para o sucesso da iniciativa.

“Não se faz política pública sem saber para quem ela é feita, e não se fala da população em situação de rua sem a participação da própria população em situação de rua”, ressaltou.

Na mesma direção, a vice-presidenta do CIAMP-Rua, Joana Darc Bazílio, defendeu que a abordagem da pesquisa considere a diversidade de perfis e trajetórias que compõem essa população, além da necessidade de uma escuta qualificada e livre de preconceitos.

Para ela, o levantamento representa um passo importante para que o Estado reconheça essa população e responda, de forma mais efetiva, às suas demandas.

Avanço metodológico

A programação também contou com apresentações de experiências locais e nacionais de censos e levantamentos sobre a população em situação de rua. Em um dos painéis, Cleyton Luiz da Silva Rosa destacou o esforço do MDHC para fortalecer o eixo de produção e gestão de dados do Plano Ruas Visíveis.

Segundo ele, o ministério tem acompanhado de forma sistemática as ações previstas no plano e ampliado o diálogo com o IBGE para apoiar a construção do censo nacional. Entre as iniciativas apresentadas, estão o mapeamento de áreas de concentração da população em situação de rua e a articulação de equipamentos públicos capazes de ampliar a presença do Estado nos territórios.

Para o coordenador-geral de Indicadores e Evidências em Direitos Humanos do MDHC, Pedro de Lemos, a produção de dados qualificados é estratégica para ampliar a visibilidade da população em situação de rua e fortalecer políticas públicas baseadas em evidências.

“Embora a gente nunca tenha feito um censo nacional dessa população, temos muitas iniciativas municipais nesse sentido no Brasil, e este evento permite o aprendizado com experiências locais. O IBGE, em parceria com o MDHC, tem tido todo um cuidado de fazer as etapas preparatórias necessárias para que o censo ocorra da melhor maneira possível, com a maior qualidade possível. Para além de uma contagem, isso vai trazer dados e informações que vão nos permitir pensar e qualificar as políticas públicas para as pessoas em situação de rua em todo o Brasil”, explicou.

Censo

O MDHC e o IBGE têm trabalhado juntos na construção do Censo Nacional da População em Situação de Rua desde 2023, quando firmaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT). Naquele ano, realizaram a primeira etapa preparatória em Niterói (RJ), e estabeleceram o Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) sobre Produção de Dados para Pessoas em Situação de Rua. Os trabalhos resultaram em um relatório que, atualmente, norteia a construção do levantamento.

A iniciativa, inédita na história do país, tem como objetivo produzir estatísticas oficiais sobre as pessoas que vivem em situação de rua no Brasil, essenciais para a elaboração de políticas públicas mais assertivas e eficientes.

A fase de provas piloto abrangerá cinco capitais, selecionadas por suas diversidades territoriais e socioeconômicas: Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Manaus (AM), Goiânia (GO) e Florianópolis (SC). A previsão inicial é de que o censo ocorra em 2028, após um amplo processo de planejamento e consultas a movimentos sociais, pesquisadores e gestores públicos envolvidos em levantamentos municipais e estaduais.

O censo dialoga com o Plano Ruas Visíveis, lançado pelo Governo do Brasil em 2023, especialmente no eixo de produção e gestão de dados, reforçando a importância de estatísticas qualificadas para a formulação de políticas públicas mais eficazes e inclusivas.

Texto: E.G./Ascom/MDHC

Edição: F.T./Ascom/MDHC

Crédito da imagem em destaque: Hiago Martins/IBGE/Divulgação

Pelo direito ao futuro da população em situação de rua

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